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PREVIDÊNCIA:
REFORMA DA PREVIDÊNCIA É APROVADA EM
PRIMEIRO TURNO NO SENADO
Foi aprovada nesta terça-feira (1°/10), em primeiro turno, a
Proposta de Emenda à Constituição da reforma da Previdência (PEC
6/2019). Entre outros pontos, o texto aumenta o tempo para se aposentar,
eleva as alíquotas de contribuição para quem ganha acima do teto do INSS (hoje
em R$ 5.839) e estabelece regras de transição para os atuais assalariados. A
proposta ainda precisa passar por três sessões de discussão antes da votação em
segundo turno.
O texto
foi aprovado com 56 votos favoráveis e 19 contrários. Para evitar uma nova
análise da Câmara dos Deputados, que atrasaria a promulgação, foram feitas
apenas supressões e emendas de redação. Os pontos sobre os quais não havia
consenso foram desmembrados durante a análise da Comissão de Constituição e
Justiça (CCJ) e passaram a tramitar como PEC paralela (PEC
133/2019), que também está sendo analisada pelo Senado.
A principal mudança prevista na PEC 6/2019 é a fixação de uma
idade mínima (65 anos para homens e 62 anos para mulheres) para servidores e
trabalhadores da iniciativa privada se tornarem segurados após a promulgação
das mudanças. Além disso, o texto estabelece o valor da aposentadoria a partir
da média de todos os salários, em vez de permitir a exclusão das 20% menores
contribuições.
"Reconheço que não é uma matéria simpática do ponto de
vista da opinião pública, mas é uma matéria necessária. Eu gostaria de
agradecer o espírito público de todos os senadores. Reconheço em cada liderança
política, em cada senador e em cada senadora da República, o desejo de
construir um novo país", disse o presidente do Senado, Davi
Alcolumbre, que classificou mudanças na Previdência como a principal reforma
necessária para o Brasil.
Mudanças
feitas pelo Senado
A maior parte das emendas apresentadas acabou sendo rejeitada pelo relator durante a análise na CCJ e, depois, na votação das emendas feitas em Plenário. Na votação desta terça-feira ainda foram apreciados quatro dos dez destaques apresentados pelos partidos. Os demais tiveram a votação adiada para esta quarta-feira, a partir das 11h.
A maior parte das emendas apresentadas acabou sendo rejeitada pelo relator durante a análise na CCJ e, depois, na votação das emendas feitas em Plenário. Na votação desta terça-feira ainda foram apreciados quatro dos dez destaques apresentados pelos partidos. Os demais tiveram a votação adiada para esta quarta-feira, a partir das 11h.
Uma das mudanças feitas pelo relator na CCJ e aprovada pelos
senadores foi suprimir do texto a possibilidade de que a pensão por morte fosse
inferior a um salário mínimo. O impacto previsto é de R$ 10 bilhões a menos de
economia em dez anos, o que segundo Tasso é um valor pequeno ao considerar que
a medida vai impactar a vida das famílias mais pobres, que estão na “base da
pirâmide”.
Tasso ainda acolheu outras mudanças como a que acrescentou os
trabalhadores informais entre os trabalhadores de baixa renda, com direito ao
sistema especial de Previdência. O relator também eliminou, por completo,
qualquer menção ao Benefício da Prestação Continuada (BPC). Ou seja, as regras
atuais ficam mantidas e esse benefício não passará a ser regulamentado pela
Constituição.
Outra mudança feita pelo Senado foi a supressão de parte da
regra de transição para os profissionais expostos a agentes nocivos, como os
mineiros de subsolo, que elevava progressivamente os requisitos para que esses
trabalhadores conseguissem a aposentadoria. Essa mudança diminuiu o impacto
fiscal da reforma em R$ 6 bilhões.
Supressão
Durante análise na CCJ, nesta terça, o relator eliminou um dispositivo que poderia prejudicar o acesso à aposentadoria integral de quem recebe vantagens que variam de acordo com o desempenho no serviço público. A emenda foi considerada de redação pelos senadores, em acordo.
Durante análise na CCJ, nesta terça, o relator eliminou um dispositivo que poderia prejudicar o acesso à aposentadoria integral de quem recebe vantagens que variam de acordo com o desempenho no serviço público. A emenda foi considerada de redação pelos senadores, em acordo.
A nova redação foi negociada com o Ministério da Economia e com
representantes de servidores públicos interessados. A intenção é permitir que
funcionários remunerados com gratificações por desempenho que já estavam no
serviço público até o fim de 2003, consigam levar para a aposentadoria integral
o salário baseado nesse extra.
Agora, a PEC ainda precisará passar por três sessões de
discussão antes da votação em segundo turno. Nessa fase, não pode mais haver
mudanças no mérito e nem supressões no texto. São possíveis apenas emendas de
redação, que terão de ser analisadas pela CCJ e depois votadas em Plenário. Se
for aprovado pelo Senado, o texto será promulgado como uma emenda à
Constituição.
PEC
paralela
Apesar de o texto principal ter sido aprovado, a discussão no Senado continua com a PEC paralela, uma forma de reunir mudanças apresentadas pelos senadores que exigiriam alterações substanciais no texto e de evitar a volta da reforma da Previdência para a Câmara. O texto já passou pelas cinco sessões de discussão em Plenário e está na CCJ pra a análise das 168 emendas apresentadas.
Apesar de o texto principal ter sido aprovado, a discussão no Senado continua com a PEC paralela, uma forma de reunir mudanças apresentadas pelos senadores que exigiriam alterações substanciais no texto e de evitar a volta da reforma da Previdência para a Câmara. O texto já passou pelas cinco sessões de discussão em Plenário e está na CCJ pra a análise das 168 emendas apresentadas.
Além da inclusão de estados e municípios na reforma, a PEC traz
a cobrança de contribuições previdenciárias de entidades filantrópicas, do
agronegócio exportador e do Simples, regime simplificado de tributação para
pequenas empresas, entre outros pontos. Para o senador Weverton (PDT-MA), líder
do PDT, o Senado abriu mão do seu papel de Casa revisora e a PEC paralela pode
nunca ser aprovada.
— Nós vamos ter a PEC da Previdência e, tudo que precisar
corrigir nela, tem que ir para a tal da PEC que eles não gostam que eu diga o
nome: a PEC da balela. Por que vai ser balela? Se a que é da unidade, a
construída em consenso não anda na Câmara, imagine a que não tem consenso? Não
tem perigo dessa PEC paralela andar lá — atacou.
Se aprovada, a PEC paralela terá que passar pela Câmara dos
Deputados, já que a análise começou pelo Senado.

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